segunda-feira, 13 de outubro de 2014

AS PROMESSAS


O Brasil vive um momento extraordinário com relação a sua maturidade política. Chegamos numa encruzilhada que divide o País em duas propostas de governo opostas, apesar de ter o mesmo apelo eleitoral : EU SOU O MELHOR PARA O BRASIL ! Mas o que tem a ver isso com o nosso negócio por aqui, que é Grêmio, futebol e afins ??? O ponto que une esse post com as nossas eleições no Brasil é a POLARIZAÇÃO da disputa. Da mesma forma que no âmbito nacional os eleitores vão escolher o governo que melhor atende os seus anseios, no próximo dia 18 os sócios do clube vão escolher o mandatário para os próximos dois anos, e a reboque todas as suas propostas, em especial com relação ao futebol, Arena, e sócios. Minha premissa nessa disputa é que ambos os candidatos reúnem condições de nos representar pela sua competência, experiência, e capacidade de gestão. Cada um à sua maneira tem uma forma própria para ver a melhor forma de conduzir a gestão do clube, do futebol, da Arena e de todos os demais assuntos afetos ao sucesso do Grêmio.

Feito o registro, vamos ao que interessa ! O que realmente o Grêmio, como um clube de futebol precisa ? Quais os planos para a Arena ? Qual será a política para a gestão do nosso QS ? Qual será a condução das relações (muitas vezes perigosas) com as torcidas organizadas ???

Essa é a essência (ou deveria ser) da campanha das duas candidaturas que estão disputando os votos no pátio. Mais do que ganhar jogos, seja eles Grenais ou não, o Grêmio precisa de um projeto de gestão, e não de um PLANO DE PODER ! Chegou a hora de todos envolvidos neste processo se unirem em torno de uma solução de médio e longo prazo para o bem do clube. Senão vamos continuar ainda por muitos anos sendo coadjuvantes num ambiente altamente contaminado pelos mais divergentes interesses, em especial aos relacionados com a nossa importância institucional no contexto estadual e no Brasil. Não é mais possível conviver com soluções de improviso ou de oportunismo para levar a gestão do clube. Uma eleição não pode servir de trampolim para uma pessoa ou um grupo. Tem que servir de alavanca para o Grêmio, para o nosso time, para as nossas vitórias ! Não podemos mais aceitar que o PODER político no Grêmio seja comandado por partidos ou por interesses particulares, que depois de usarem a nossa instituição deixam enormes prejuízos para o clube. Chegou a hora dos sócios terem muita atenção e participação nessas eleições, para poder comparar as propostas dos candidatos e escolherem aquela que melhor atende o interesse da nossa instituição, não fazendo a sua opção pela rejeição pessoal contra este ou aquele.  A hora é de nos posicionar escutando a razão da nossa crença, e não a paixão da nossa alma castelhana. Cada candidato certamente vai expor suas ideias, planos e soluções para os diferentes assuntos que envolvem diretamente a nossa expectativa de títulos, faixas e alegrias. Uma campanha deve (ou deveria) apresentar propostas objetivas e exequíveis, e jamais ilusões impossíveis de serem alcançadas que podem parecer apenas interesse de se eleger e depois jamais serem possíveis de colocar em prática. Promessas não podem vir carregadas de paixão com compromissos que não estão nos seus pés, pelo contrário, seus objetivos devem estar ao alcance de uma mão firme em suas convicções e capacidade. Não podemos escolher só porque estamos indignados com a falta de comemoração de títulos, taças, e vitórias.

No primeiro turno das eleições procurei candidatos ao Congresso e Assembleia para tentar encontrar alguém que firmasse compromisso por escrito com o meu voto, sabe o que aconteceu ??? Ninguém quis assinar ! E assim é a política em nosso País, enquanto países de primeiro mundo debatem crescimento econômico e social para o seu País, aqui nós ficamos discutindo quem roubou menos no último mandato. Mal comparando, e graças a Deus, muito mal comparando com as nossas eleições, o que eu quero saber para decidir o meu voto é quem realmente vai estar compromissado em apresentar um plano para nosso depto. de futebol, com as negociações junto à OAS para resolver o impasse da ARENA, qual vai ser a sua política com as torcidas organizadas, como será a sua tolerância com a impunidade dos maus torcedores (essa minoria privilegiada) e o mais importante, quem vai estar disposto a assinar compromisso com os sócios para trazê-los de volta ao estádio !!! Não adianta ficar prometendo ganhar jogos, manter plantel no futebol ou até mesmo prometer novas contratações. Isso é inócuo, uma vez que é o mínimo que se espera de um dirigente Porque nessas eleições estaremos votando no futuro de curto prazo do clube. Esse é o nosso grande compromisso. Então o debate deve ser sobre as grandes ações institucionais que o clube vai firmar compromisso com seus eleitores, para começar a enfrentar no seu primeiro dia de mandato, e não ficar perdendo tempo se a camisa do time deve ser listrada ou plissada !!!

Estamos chegando ao final do ano, e pelo jeito com pouca ou nenhuma esperança de um título. No máximo uma classificação para a próxima LA, o que já seria alguma coisa nesse cenário atual. Mas o que precisamos mesmo é elevar a nossa estima através de grandes conquistas, para que nos traga de volta a alegria de comemoração, e para que isso aconteça temos que montar um baita time, para que possamos voltar a ganhar títulos, e ganhando títulos possamos aumentar as nossas receitas, e aumentando as nossas receitas, possamos investir no crescimento do clube e do nosso time. Esta é a lógica que no meu entendimento devemos perseguir. Mais vitórias, mais receitas, e mais fortalecimento do nosso Grêmio !

AS PROMESSAS então deveriam estar centradas principalmente em como cada chapa pensa aumentar as nossas receitas para poder investir em nosso crescimento institucional e de futebol, senão vamos continuar a ter eleitores à procura de candidatos que se recusam a firmar compromisso por escrito com os sócios e com os nossos verdadeiros anseios e carências !





FÁBIO IRIGOITE
EX-CONSELHEIRO,
SÓCIO GREMISTA DESDE 1993, 
COMENTARISTA NO PROGRAMA 2 TOQUES

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domingo, 28 de setembro de 2014

SOB NOVA DIREÇÃO


A semana passada acompanhei a movimentação das articulações para a formação das chapas para concorrer à Presidência do clube, e tive a saudável notícia ao fechar das inscrições, que vamos ter cinco chapas que vão tentar primeiramente vencer a cláusula de barreira dos 20% no CD, para depois tentar (aquelas que fizerem pelo menos 20% de votos no CD) decidir o futuro do nosso time, com o voto dos sócios no pátio. Nas chapas inscritas, os postulantes ao mais elevado cargo na hierarquia do clube são : Jorge Eduardo Bastos, Homero Bellini Jr., Nilton Cabistani, Pierre Gonçalves, e Romildo Bolzan Jr. A situação aqui representada pelo candidato Romildo Bolzan Jr. e as demais articuladas em seus grupos políticos, alguns deles inclusive fazendo parte daqueles que até pouco tempo atrás apoiavam a atual direção.

Mas vamos retroceder uma casinha, só para entendermos o contexto da situação atual do Grêmio. Na sexta (19.09), tivemos o banquete em homenagem aos 111 anos do Grêmio. Neste dia ainda estava como vice de futebol, o assessor Marcos Chitolina, e que nesta mesma noite confraternizou junto com seus colegas de direção mais um ano de existência do nosso clube. Na terça (23.09) desta mesma semana fomos surpreendidos com a saída do assessor Marcos Chitolina pela atual direção do clube, que exatamente dois dias antes confraternizavam entre si no tal banquete, e ato simultâneo o anúncio do ex-presidente Duda Kroeff como novo vice de futebol. Ainda na quarta (24.09), isto é, 24 horas após a demissão do vice de futebol, foi oficializada a candidatura da situação representada pelo Sr. Romildo Bolzan Jr.

Coincidência, obra do acaso, oportunismo, conspiração, ou um mero caso de cronograma para servir ao casuísmo de ocasião ???

Na verdade não entendi muito bem, por que será que nas vésperas de uma eleição, especialmente em função do momento do time, da abstinência de títulos, e da crença junto ao torcedor que acha que fica cada vez mais distante a possibilidade de uma taça este ano, anunciarem essa demissão ? O que será de fato que levou o Dr. Fábio Koff a tomar esse tipo de decisão neste momento ?

O departamento de futebol é o órgão mais visado do clube, portanto, qualquer um que esteja lá será criticado, e muitas vezes massacrado; vai depender de seu desempenho junto às funções que o cargo exige, mas uma coisa é certa, a indicação para o cargo é de responsabilidade exclusiva do Presidente do clube. Sendo assim, sua escolha vai ser contabilizada em seu currículo. Não entro no mérito aqui se o ex-vice foi bom ou não, o que importa é por que um Vice que serviu até o banquete de aniversário, não serve mais a partir da definição da nova chapa ?? E aqui mais uma brutal coincidência, o novo vice que assume será o próximo vice de futebol na chapa da situação ! Então pelo jeito a saída do ex-vice se deu pela intenção da chapa da situação querer trocar o vice de futebol para a próxima gestão, seria isso ?? Fica muito difícil de compreender toda essa movimentação, justamente num momento de grandes articulações políticas para as próximas eleições. Não sei como o associado vai "ler" toda essa movimentação (que está mais para uma atrapalhação). Será que vai pensar que os grupos que apoiavam no passado não estão assim tão alinhados com o presidente no presente ? Será que a definição foi meramente técnica, conjugado com o atual momento do futebol ? Será que houve algum desgaste do ex-vice com a atual direção... Enfim, o que de fato motivou a saída do ex-vice e que não foi dito na mídia ? Outra pergunta que se poderia fazer : Independente dos motivos, da necessidade, e da urgência (se fosse o caso) da necessidade da troca do cargo, por que essa demissão ocorreu exatamente 24 horas antes do anúncio da nova chapa com o novo vice de futebol ? Por que então não se orquestrou uma saída honrosa para o ex-vice, não lhe submetendo a esse tipo de constrangimento? Será que existe alguma coisa entre o céu e o Aranha que não foi captado no ar ?

Não sei se o comando da campanha da chapa da situação considerou que pode não ganhar as próximas eleições, porque isso pode acontecer, e que o atual momento pareça ser um absurdo uma afirmação deste tipo, ainda mais sendo uma chapa que representa o Dr. Fábio Koff. Se isso acontecer, apenas como um exercício de raciocínio, ficaria o ex-vice e o atual vice com sentimentos antagônicos, para dizer o mínimo, que eventualmente poderia ocorrer como consequência dessa dança das cadeiras.  Outra questão que parece ter ficado no ar, foi a falta de uma articulação em torno de um projeto para a chapa da situação, essa troca (in)esperada do ex-vice de futebol já vinha sendo especulada há algum tempo, o que significa dizer que a direção teria um momento mais adequado, como por exemplo, o caso da injúria racial praticada por alguns torcedores na Arena, mas não o fez. Em vez disso preferiu se omitir e surpreendentemente reservar uma data mais festiva para demitir o vice de futebol.

Mas vamos retornar ao início deste texto, onde eu escrevia que me sentia feliz em saber que teremos cinco chapas que vão concorrer nas próximas eleições (primeiramente no CD) para a direção do Grêmio. Não tenho dúvidas que qualquer uma das chapas vai encontrar simpatizantes e voluntários para ajudar na sua eleição, mesmo com toda a adversidade, em maior ou menor grau de dificuldade para cada uma das nomitadas que se candidataram. Mas essa diversidade de pensamentos certamente vai trazer ainda mais qualidade neste pleito. E apenas para efeitos matemáticos das probabilidades, a próxima reunião do CD, antes mesmo de terminada, todos nós saberemos quantas chapas vão para o pátio disputar os votos dos associados, e por um motivo simples : Para que todas as chapas ultrapasse a cláusula de barreiras, será necessário no mínimo a presença de 300 conselheiros....

Resta saber se vamos ter uma reunião história do CD com a reunião de pelo menos 300 conselheiros que vão começar a definir o destino do Grêmio, ou senão, antes mesmo de iniciar, saberemos que no máximo teremos um determinado número de chapas dependendo do número de conselheiros presentes, lembrando que pelo atual estatuto que os suplentes, na ausência dos titulares, agora também podem votar.

Mas de um jeito ou de outro, o fato é que em 2015 estaremos SOB NOVA DIREÇÃO, e certamente vamos iniciar o ano com novas expectativas, mas com os MESMOS SONHOS !!!


 


FÁBIO IRIGOITE
EX-CONSELHEIRO,
SÓCIO GREMISTA DESDE 1993, 
COMENTARISTA NO PROGRAMA 2 TOQUES

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sábado, 27 de setembro de 2014

DON'T CRY FOR ME CHITOLINA

Coluna do Carlos Josias: Diretor Jurídico do Grêmio 93/98, Conselheiro 94/2010 e Vice-Presidente 2005/07. Josias @cajosias é colunista do Grêmio 100mil. www.facebook.com/cjosias.oliveira



 
 
 
Informam - estou fora de P Alegre - que Chitolina saiu atirando que aceitava críticas de torcedor mas não de ex-dirigente ( ??? ).
 
Pronto, criado o cadastro para habilitação à crítica.
 
Por esta observação surreal é de se indagar: e o elogio aceitaria ?
 
Ah, claro, o elogio ele aceitaria de ex-dirigentes, só a crítica que não. Mas quem iria elogiar o desempenho do futebol neste período ? Pois é.
 
Não bastasse isto, as críticas não são pessoais, e sim de condução, de eficiência, ou falta dela. Nunca se duvidou da integridade e honestidade dele, se duvidou da capacidade ( eu, aliás, desta nunca duvidei também, era incapaz ao cargo ). Ele misturou tudo e observou com carência de inteligência na medida em que é requisito básico para ser dirigente o ser torcedor. Cacalo, aliás, repete isto com frequência, diante das resistências que teria tido no passado quando vice de futebol sob o argumento de que era ´muito torcedor`.
 
A declaração é sintomática e reveladora: ele não estava preparado para o exercício da função que (não) desempenhou durante todo este tempo e com prejuízo do clube. Ele saiu como entrou, e, pior, um desastre em Grenais. Para ser esquecido ? Não, para ser lembrado a fim de que se evitem erros do tipo e que se deixe de entregar a amadores um cargo de tamanha relevância. Pior do que entregar para amadores, na verdade, é confiá-lo a neófitos.
 
Ainda que fora da nomenclatura de Vice-Presidente, a função que exercia a ela equivalia. Ali estiveram Cacalo, Koff, Hélio Dourado, Nelson Olmedo, Galia, entre tantos. Trata-se de um lugar que deve ser entendido como ´de respeito`, ao menos em nome daqueles que ali estiveram e tantas conquistas nos deram.
 
O interessante de observar é que na gestão Odone ele criticava o futebol da manhã à noite e em todas as rádios, mas pela linha esposada podia, afinal, não era então ex-dirigente.
 
Fui crítico da entrega a ele daquele ´bastão`, desde o início e exerci esta crítica mesmo nas raríssimas vitórias que tivemos, porque tinha a convicção de que com ele chegaríamos ao fim da gestão da forma que chegamos. Acertei, em que pese nunca ter torcido pela tese, até porque o Grêmio é infinitamente maior do que nós.
A saída de Chito não consertará os estragos havidos.
- nem irá autorizar a se pensar de que agora vai, até porque estamos no final do campeonato e o trabalho foi inúmeras vezes recomeçado, face tantos erros cometidos -
 
 Mas evita danos maiores.
                                                                                      
Saiu, pena que tão tarde. Mas, já dizia o sábio ditado popular, antes tarde do que nunca.
 
 Que seja feliz na sua vida pessoal e profissional. Que se mantenha torcedor. E que nunca mais chegue perto do vestiário do Grêmio, salvo para confraternizar nas vitórias e se solidarizar nas derrotas. Como bom torcedor que é.

 
Abs

 

 
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sábado, 20 de setembro de 2014

Rio Grande do Sul - 20 de Setembro




































Vídeo: Alex Leonardi


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quinta-feira, 18 de setembro de 2014

O AMADORISMO DA GESTÃO PROFISSIONAL


Essa semana estava de carona no carro de um colega de trabalho me dirigindo para um compromisso profissional e o rádio estava sintonizado num programa de esporte e o tema do assunto era sobre as eleições no Grêmio. Até ai nada demais, mas lá pelas tantas me chamou atenção um ex-presidente que participa do programa que foi questionado sobre a possibilidade dele voltar a concorrer das eleições ou participar do CA na próxima gestão.  Ele não só negou veementemente que possa existir tal possibilidade, como ainda afirmou que não participa mais da vida política do clube, ainda que tenham circulado informações sobre uma pretensa candidatura que gostaria de tê-lo como vice de Futebol. Questionado sobre o porquê de não querer voltar ao Grêmio como dirigente ele alegou impossibilidade de compatibilizar sua vida profissional com as exigências de tempo e dedicação que o cargo exige a frente da direção do clube. Nesse momento surgiu no debate a necessidade dos clubes criarem o cargo de presidente remunerado, o que este ex-dirigente declarou solenemente que era CONTRA a remuneração do presidente do clube, ele achava que o presidente é um cargo de entrega e dedicação por amor e paixão ao clube, e que se recusaria de ser remunerado caso viesse a ser novamente dirigente, e o resto do debate, ou pelo menos a parte que eu acompanhei, seguiu nessa ladainha.

Algumas reflexões sobre o assunto, aliás, eu já havia escrito sobre isso por aqui anteriormente, querer ser candidato a Presidente do Grêmio tem duas premissas de imediato: 1) Ter condições de ficar o período do mandato sem precisar trabalhar, isto é, ter uma fonte de renda que sustente as suas necessidades de sobrevivência; 2) Ter experiência política no cargo.  Diante destas duas barreiras de entrada, já de cara temos um enorme problema de continuísmo na condução da gestão política, administrativa e de gestão do clube, porque a enorme maioria dos pretendentes a ser um dia Presidente do clube depende de sua atividade profissional para poder se dedicar inteiramente ao clube, o que me leva uma conclusão: somente pessoas que não dependem de seus empregos é que podem postular tal honraria. Quando eu escuto alguém dizer que é contra a remuneração do Presidente do clube eu fico em dúvida sobre a sinceridade dessa declaração, senão vejamos, ou estamos diante de alguém interessado que não se amplie o leque de Gremistas qualificadas para disputarem o cargo, ou então a argumentação se prende a aspectos que já se envelheceram diante do crescimento do negócio futebol, e aproveitando para deixar registrado, jamais acreditaria em qualquer outra motivação de quem defende a manutenção do modelo atual (não remuneração do Presidente do clube). Fico pensando como uma pessoa pode tomar decisões que estão em jogo, além dos interesses institucionais do clube, verdadeiras fortunas financeiras ?? Como fazer isso sem se envolver de corpo e alma no dia-a-dia do clube ? Aliás, como tomar decisões de tamanha responsabilidade se não estiver profundamente envolvido com todas as áreas que permeiam o clube ?

O futebol tem alguns detalhes importantes que até hoje não se conseguiu resolver, por exemplo, vinte e dois profissionais entram em campo para jogar com a mediação de um AMADOR !!! Sim, os juízes que apitam as partidas são amadores, porque exercem outras atividades, não vivem exclusivamente da profissão de juiz, pelo menos a quase totalidade. Então assistimos profissionais que vivem e dependem de jogar futebol, sendo supervisionados por amadores que nas horas vagas fazem um bico para ganhar algum dinheirinho extra. E assim cada vez mais se observa uma queda de qualidade nas arbitragens, ao ponto que cada vez mais os árbitros estão errando, além do próprio envelhecimento do atual quadro de árbitros no Brasil. Veja que estamos refletindo sobre a condução de um jogo, imagina ser Presidente de um clube !!! O futebol se transformou num negócio muito sério e profissional, e como tal deve (ou pelo menos deveria) ser conduzido de forma profissional e orientado a resultados, e não movido pela paixão, porque onde existe paixão não há espaço para a razão, e empresas são movidas a lucros monetários e não monetários, e não a sentimentos de cada momento quando falamos sobres GESTÃO. Outro ponto também que merece ser destacado se refere aos papéis que cada cargo exerce na estrutura de poder de uma organização, como por exemplo, as estruturas políticas (conselhos de administração) e comando operacional das empresas (Presidência Executiva), enquanto o primeiro responde pelas relações institucionais da empresa, o segundo é responsável pela operação e lucratividade da empresa. Mal comparando com as estruturas empresariais, na minha singela opinião o Grêmio deve manter o cargo de Presidente do clube, mas deve também referendar a contratação de um Presidente Operacional remunerado pelo clube, que ficará responsável em fazer a gestão administrativa, financeira, mercadológica e operacional do clube, enquanto o Presidente Institucional do clube ficará ocupado exclusivamente com as questões relativas ao futebol e os demais assuntos de ordem política e institucional do clube. O Presidente Operacional por sua vez, deve ser escolhido a partir de um processo de seleção isento e não político, através da contratação de um headhunter independente especializado em profissionais de alto padrão.  Para isso acontecer creio que deve haver uma verdadeira revolução cultural no eixo político do clube, buscando introduzir um novo padrão de conceitos e padrões de gestão do clube, e o mais importante, com pessoas realmente comprometidas com o crescimento e modernização do clube. Não sou ingênuo de pensar que essas ideias sejam fáceis de ser implementadas, mas também não acho que são impossíveis, depende muito de quanto cada um dos envolvidos na questão, e mais ainda o que cada um pensa para o clube, se abstendo de seus interesses pessoais.

Ver o nosso time vencer depende de profissionalismo dentro e fora de campo, mas ver nosso clube se modernizar depende exclusivamente do quanto queremos ter uma direção focada na responsabilidade.


FÁBIO IRIGOITE
EX-CONSELHEIRO,
SÓCIO GREMISTA DESDE 1993, 
COMENTARISTA NO PROGRAMA 2 TOQUES



 
 
 


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sábado, 13 de setembro de 2014

PENA VITALÍCIA !


Na última quinta-feira (11.09), vivemos mais um desdobramento do infeliz episódio do ato de injúria racial ocorrido na ARENA, e desta vez com consequências alarmantes com o ato transloucado de um sujeito que ateou fogo na casa da jovem Patrícia, que teve a infeliz ideia de agir impensadamente ao gritar "macaco" para o goleiro Aranha (continuo com curiosidade para saber a origem deste apelido), durante o jogo contra o Santos. Supostamente o criminoso estava "enojado" das atitudes da jovem Patrícia, e, portanto sabendo do clima de impunidade que existe nas leis em nosso País, especialmente por experiência própria (estava cumprindo pena em liberdade provisória), resolveu fazer "justiça pelas próprias mãos", e o fez sem o menor receio de punição, até mesmo porque bastou ser preso novamente, para momentos depois ser solto para sair tranquilamente e sem ser incomodado para arquitetar o seu próximo crime.

Mas antes de me debruçar sobre este tema, registro algumas premissas importantes para o contexto do meu comentário: 1) A Patrícia errou, ou melhor, foi levada ao erro, uma vez que ela cresceu vendo a nossa torcida gritando macaco para o nosso rival local, sim, sei, não justifica, mas importante contextualizar; 2) A Patrícia teve um julgamento sumário da mídia, sem direito a se manifestar e sem a isenção da situação, estava num estádio, no calor da emoção de uma torcida, do alto da sua INEXPERIÊNCIA de 23 anos; 3) Não existe torcida no mundo que não torne exacerbado as suas manifestações nas arquibancadas; 4) Ajudou o fato do STJD ter condenado o GFPA de forma educativa, e não pela obrigação técnica que devia atuar; 5) Condenar qualquer ato discriminatório contra credo, raça, ou pensamento político deve ser o dever de todos nós, mas contribuir numa farsa apenas para satisfazer o ego de uma parte da mídia, também é algo CONDENÁVEL !

Feito esses comentários preliminares, passo a me focar no problema central desta questão: o incêndio criminoso cometido contra a casa da Patrícia e seus familiares tem uma origem conhecida, e também hipocritamente omitida pela maioria dos nossos políticos, que é sentimento de total descrédito nas instituições do estado brasileiro, em especial a justiça. A população cada vez mais começa a decidir sobre o futuro de suas revoltas pessoais de forma objetiva, e sem esperar os Governos agirem de forma equilibrada e justa como é o papel do Estado numa democracia. Esse comportamento, antes restrito ao campo político, começa a se alastrar também para as arquibancadas do futebol, contaminando e confundindo ideologias políticas com paixões futebolísticas.  Antes, ir à um estádio era um ato de paixão futebolística, agora mais parece um big play ao vivo, onde a maior preocupação não é o futebol, mas sim o movimento das arquibancadas, seja pelas brigas, seja pelos atos de hostilidade. Vamos ficar no exemplo do nosso Grêmio, na ARENA foi feito um espaço para as torcidas organizadas (sim para quem ainda não sabe, aquele local é destinado para TODAS as organizadas, e não só para uma torcida !!!), pensando em facilitar e acomodar melhor as nossas torcidas, sem contar na ideia (pelo menos essa era a intenção) de se buscar diminuir os preços de ingresso naquele local, sendo assim, o local ficou livre das cadeiras para também manter a tradição de uma das torcidas organizadas, que é a comemoração de cada gol com a famosa AVALANCHE !  Bem, assim foi feito, mas o que foi que aconteceu naquele local já na inauguração da ARENA ? Uma estrondosa briga transmitida ao vivo para o mundo, sob o olhar incrédulo do restante do estádio e da direção do clube, que vendo tudo aquilo não conseguia entender porque que depois de tanto esforço houvesse um vexame daquele tamanho numa parte do estádio adaptada especialmente para a comemoração das Organizadas.  O episódio passou IMPUNIMENTE pela direção do clube, e por óbvio, novamente o sentimento de impunidade que contaminou o tecido social de toda a nossa estrutura familiar, acabou por chegar até as portas e arquibancadas do nosso estádio, e novos fatos gravíssimos ocorreram também com a total PASSIVIDADE da direção do clube, culminando com o lamentável fato ocorrido com o goleiro Aranha.

Mas por que a direção do clube não agiu lá atrás, de forma preventiva, contra possíveis novos atos das organizadas ? Alguns dizem que foi porque a direção avaliou (mal) que não aconteceria de novo, outros comentam que qualquer ato de restrição contra as organizadas poderia refletir num prejuízo político de imagem contra a atual direção, mas existem aqueles que acham (e eu me incluo neste grupo) que foi pura COVARDIA, isto é, a atual direção não teve coragem, responsabilidade e principalmente postura de agir como o estatuto do clube prevê, isto é, ninguém pode provocar um tumulto dentro das dependências do clube sem ser devidamente (e justamente) PUNIDO, como forma também EDUCATIVA para mostrar aos associados e a nossa torcida que o Grêmio tem uma direção preocupada não com seus interesses eleitoreiros políticos, mas sim compromisso com toda a NAÇÃO TRICOLOR, que é o mínimo que esperamos dos nossos governantes, e no caso particular aqui, dos nossos dirigentes.

Assim como um governo que mente para o seu povo, a direção de um clube que se omite para a sua torcida perde o respeito e credibilidade, sendo assim os torcedores começam agir segundo as suas próprias convicções, porque tem a certeza da IMPUNIDADE, como foi o caso desta besta humana que incendiou a casa da Patrícia e seus familiares, isto é, as torcidas vão começar com brigas, evolui com atos passíveis de punição contra o próprio clube, e daqui a pouco prendem fogo no circo, e a única coisa que vai acontecer é a tristeza de toda a nossa torcida, e alegria psicopata de alguns poucos doentes e malucos que travestidos de torcedores acabam com algumas vidas, e prejudicando nações de torcedores apaixonados pelo nosso Grêmio. Até quando vamos continuar a ver nossos dirigentes surdos para o clamor das nossas verdadeiras expectativas, como é o caso de uma preocupação maior com o QS, uma postura de parceria transparente com nossas torcidas organizadas, com o compromisso de acabar de usar o clube para interesses políticos pessoais, e principalmente se responsabilizar pessoal e juridicamente pelos atos frente aos seus mandatos ? QUANDO ???

Estamos às portas de uma nova eleição para os cargos executivos do clube, e também para renoção de 50% do nosso CD, então temos logo ali na frente uma oportunidade de fazer valer a nossa voz, ou então se calar diante de tudo isso com o risco de ser a próxima vítima de um demente que será protegido pela mesma lei que foi feita para nos defender !!

E a escolha for a nossa omissão nesse momento, isso sim será uma PENA VITÁLICIA !

RUMO AO G4



FÁBIO IRIGOITE

Ex-Conselheiro, Sócio desde 1993, Comentarista do Programa 2 Toques.


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sábado, 6 de setembro de 2014

Como água para elefantes

(VINHOS DA MESMA PIPA, FILHOS DA MESMA PUTA)


Coluna do Carlos Josias: Diretor Jurídico do Grêmio 93/98, Conselheiro 94/2010 e Vice-Presidente 2005/07. Josias @cajosias é colunista do Grêmio 100mil. www.facebook.com/cjosias.oliveira






Olha a festa Elefante

Torcida é Coração

Quem não canta é feioso

E tem cara de bobão


 (troquem o bicho e o cântico - e vamos transformar o futebol num programa da Xuxa - a sublimação da cretinice)
 




Já falei exaustivamente sobre a questão chamar colorados de Macacos, vou me tornar repetitivo se retornar ao tema. Todos sabem minha opinião. Tenho visto muito oportunismo solto por todos os lados e muita hipocrisia.

E muita história mal contada. Dia desses me deparo com um colorado se intitulando testemunha do inicio do racismo por aqui, que teria sido na década de 90 quando num Grenal a torcida do Grêmio cantava Gente para cá Macaco para lá.

Que o moço não conhecesse a história da Liga da Canela Preta, e se mistura com a opção Gremista de Lupicínio Rodrigues ( http://www.correiodopovo.com.br/blogs/hiltormombach/?p=3899 ) vá lá, mas desconhecer fatos mais contemporâneos é de fato desinformação com ignorância e talvez a deliberada intenção de distorcer, confundir e ou mentir. Tenho visto, lido e ouvido isto todo o santo dia. A mentira Nazista que vira verdade está crescendo. Sabem muito pouco ou nada de história. Isto começa nos Eucaliptos e no tempo que se chegava aos estádios, Olímpico e Eucaliptos, de madrugada para ver um Grenal, se chegava às 4 da manhã de marmita para passar o dia até abrir os portões por volta do meio dia e depois assistir o jogo que era pelas 16 horas. As torcidas ficavam muito perto e não tinha esta loucura de hoje, esta violência, era apenas flauta de lá e cá. Ocorre que os Eucaliptos como o nome diz era cercado das árvores, e Grenal lotava o estádio e muita gente não conseguia entrar e outros não tinha grana para pagar a entrada. Lá no Olímpico eu e uma turma assistíamos muitos jogos sem pagar de cima do morro onde dava para enxergar parte do campo. Nos Eucaliptos não havia morro, então a torcida do Inter se pendurava em árvores e lá de cima entre os galhos assistia o jogo, há fotos desta época é só procurar. Os Gremistas passaram a chamar os colorados de Macaquitos porque ficavam empoleirados.

Mas e afinal o que aconteceu com a campanha SOMOS TODOS MACACOS ? Estava tão bonito de ver fotos de redações de jornais, empresas, e outros, com brancos empunhando bananas com a frase. Brancos, sim, só brancos, porque não havia negros nas fotos porque não há lugar para eles nestes lugares .... Hipocrisia.

Chamar colorado de macaco é flauta não vislumbro racismo de espécie alguma nisto - até porque cada vez se enxerga menos, se é que tem, negros na torcida do Inter - eis que colorado não se enquadra nos conceitos de definição para racismo. Tanto quanto não vejo homofobia deles nos chamar de gaymistas, ou gazelas, também não fizemos parte de uma comunidade que se possa encontrar conceituação nos termos, é pura flauta e como tal deve ser recebida. Agora, se eles acham isto racismo, preconceito, etc., que extirpem o mascote, e risquem da vida a identidade assumida - que inclusive vende produtos - e parem com este mimi que é para se defender ... se mantém a simbologia aceitem ser chamados daquilo que se travestem. Ou vão catar coquinhos ....

Por sinal, fato, há cada vez menos negros na torcida do Inter, e comparem as fotos, muito mais negros na torcida do Grêmio, inclusive no xingamento a Aranha.

Ademais eles assumiram o bicho, como brilhantemente alguém flagrou, olhe para um colorado travestido de macaco ou com o mascote deles e repita isto 100 vezes = Isto é um Elefante (genial sacada de um usuário do FB que faz um fake de P Santana ). Ridículo chamar de Elefante quem está travestido de Macaco. Nunca tinha visto situação tão surreal e cínica.

Mas se isto satisfaz a hipocrisia, troquem o bicho no cântico. Seria uma tesoura na língua dos cretinos.

Por isto minha opinião sobre o caso Aranha é bem clara. Chamar um negro de macaco porque é negro fica evidenciada a Injúria Racial. Não creio ter sido perdoável este ato e, claro, ainda que Aranha tenha se aproveitado da ocasião - em quem não o faria - ele é sim passível de procedimento punitivo.

Mas quanto ao processo:

Ainda não encontrei um jurista de ´escol` que entendesse justo este julgamento. Claro que o Grêmio não vai ingressar na Justiça Comum, o Futebol, todos sabem, é governado Mafiosamente pela FIFA e Mafiosamente pelas Confederações dos países, e quando os clubes aqui formaram um esboço de liga não conseguiram suportar pressões e não foram adiante. Neste quadro a entidade maior é cercada de escândalos e roubo - o sobrinho do Presidente aqui na Copa fez o que fez - e com falcatruas do tipo J Havelange, Ricardo Teixeira e outros ladrões semelhantes. Por isto aquele tribunal calhorda com Auditor Racista assumido, Presidente em meio a processos por fraudes e dois dorminhocos é uma caricatura fedida de Justiça e não confundam aquela escrotice com o Judiciário, para quem não sabe não tem Juiz ali, o que é outra coisa. Mas o que importa é que quem entende do ramo e longe das paixões percebe que o que houve foi uma safadeza maior do que o comportamento de algumas torcidas nos estádios como se vê com frequência. São vinhos da mesma pipa e filhos da mesma puta !

( atenção colorados, diga na foto quem é o verdadeiro elefante e vote qual dois 2 é o mascote que você deseja )


Abs
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quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A Punição e a omissão


Esta semana acompanhamos um dos piores momentos na história GRÊMIO nos mais de 109 anos da nossa trajetória, que foi um misto de dor, sofrimento e revolta que tomou conta de toda a Nação Tricolor. Fomos enquadrados PEDAGÓGICAMENTE com a punição imposta pelo STJD em função dos lamentáveis episódios racistas ocorridos contra o goleiro Aranha no jogo contra o Santos, culminando com a nossa eliminação da Copa do Brasil. Goleiro este que não se importa de ser chamado de ARANHA, muito menos de bradar por justiça dentro do campo quando se sente ofendido, mas fica mudo diante da sua própria torcida quando esta também ofende a mãe do juiz, sendo conivente com outro ato inaceitável no convívio social entre pessoas civilizadas ! Não tenho notícia se os gritos de uns poucos de uma torcida iniciaram espontaneamente, ou se foram uma resposta a uma eventual provocação do próprio goleiro, uma vez que ele tinha todo o interesse de tentar desestabilizar o nosso time naquele momento do jogo. Mas enfim vamos tentar colocar o episódio dentro de um contexto, na medida em que a imprensa de uma maneira geral, e em especial o pessoal do eixo Rio-São Paulo já havia previamente definido o julgamento, impondo a pena, e por fim executado a mesma com o foco exclusivo de um ato de racismo sem contextualizar a situação, e os advogados que aqui me leem sabem da importância das circunstâncias de qualquer delito para julgar com mais propriedade qualquer suposto crime, caso contrário bastaria uma foto da torcedora mais exaltada para julgarmos. O ato foi inaceitável, SIM, se isso acontecer dentro de uma sala de aula onde os ânimos estão voltados para a aprendizagem; SIM, se estivermos na fila de um banco e chamarmos de macaco um negro que estiver atendendo num caixa do banco; SIM, se estivermos num ônibus e chamarmos de macaco um negro se segurando dentro do ônibus, e por ai vai, teríamos infinitas situações contextualizadas para caracterizar um ato racista. Mas dentro de um campo onde os ânimos estão alterados, onde o time estava perdendo, onde o clima era de sofrimento de uma torcida, SIM também é, mas com uma diferença, ali a reação é puramente EMOCIONAL decorrente de uma PAIXÃO, diferente de uma discussão com nítido caráter pejorativo e ofensivo contra uma pessoa, até porque o goleiro Aranha ali não representava o cidadão fulano de tal (já que não sei o nome do Aranha), e sim um atleta de uma equipe adversária, e isso a imprensa não teve a devida responsabilidade de abordar, a única preocupação foi a de promover uma enorme campanha contra o GRÊMIO, acusando de sermos um time RACISTA !!! Como um time racista, se a estrela que estampamos em nosso pavilhão é de um jogador negro ? Como racista se entre os nossos maiores craques, a maioria são composta de negros ? Como se o nosso QS acolhe NEGROS, brancos, pardos e toda e qualquer etnia ? Como nos acusam sem ao menos conhecerem a nossa história ?

Ficou claro neste episódio que além de termos um julgamento apenas político, jamais houve a preocupação com as questões relativas técnicas, como por exemplo, como dosar as próximas penas no futuro para episódios semelhantes ? Apenas para ilustramos, relembrando aquela banana que o Daniel Alves comeu depois de ter sido jogado por um torcedor dentro do campo, qual a pena que esse mesmo órgão julgador vai impor ?? Será que vão sentenciar o fim das suas atividades ? Não tenho a menor autoridade para falar tecnicamente sobre o peso que deve ser outorgado para a pena de cada crime, mas penso que o bom censo deve estar sempre presente na cabeça de um julgador neste momento, até porque ele deve medir as consequências dessa atitude, o julgamento do GRÊMIO certamente deverá futuramente balizar as próximas penas em situações semelhantes, e ai eu vejo um perigoso precedente, será que não vamos aos poucos "matando" o coração do espetáculo do futebol que é justamente o grito das torcidas ? Novamente vemos um clássico caso de casuísmo, em face de toda a pressão da mídia, é mais fácil penalizar um clube que tem nome, endereço e Presidente, do que ir atrás de meia dúzia de baderneiros que se aproveitam do anonimato para covardemente ofenderem moralmente os seus desafetos ou exporem a sua índole de mau caráter ! Devemos punir com o devido rigor (nem mais, nem menos), mas devemos ir atrás também desse bando de covardes que usam a nossa casa para se comportarem como verdadeiros animais.

Devemos punir, mas não podemos nos OMITIR, e isso é, a meu ver, a origem de todo essa celeuma que ronda em cima da nossa torcida, onde um movimento que deveria ser um instrumento de alegria em nossos jogos, se transformou numa massa de manobra de interesse escusos da política dentro do clube, ou será que já foram esquecidas as brigas que ocorreram na inauguração da ARENA ? Pois naquele momento a direção já devia ter agido, e não agiu, se OMITIU ! Depois ocorreram outros problemas com essas mesmas torcidas, e sempre tiveram a conivência das direções anteriores e da atual. Nesse mesmo blog, o Dr. Carlos Josias, eminente advogado, ex-conselheiro e ex-dirigente do clube, trouxe a luz uma importante lembrança que eu não sabia que o inicio as torcidas organizadas tinham um departamento (Eurico Lara) do Grêmio dedicado a cadastrar, identificar, e principalmente acompanhar esses torcedores, e que a relação era de forma amadora, de um lado o clube que ajudava com faixas, bandeiras, papel picado, e de outro lado contava com o entusiasmo grupo de torcedores apaixonados pelo time. Atualmente essa relação se tornou um "negócio", onde de um lado dirigentes que estão mais para POLÍTICOS OPORTUNISTAS de plantão do que para Gremistas, usando esse pessoal, e de outros torcedores profissionais que fazem disso um meio de ganharem a vida, sendo que uns inclusive já chegaram ao nosso CD ! Minha opinião com relação às torcidas organizadas é clara, ou o CD do clube cria uma cláusula em nosso estatuto social proibindo o financiamento FINANCEIRO de qualquer torcida, deixando explicito as regras para o clube endossar uma torcida organizada (cadastramento com assinatura de termo de convivência) e relacionando o apoio material que a direção tem autoridade de fornecer (bandeiras, faixas, cartazes, papel picado, etc.), ou a direção continuará sendo OMISSA e refém de poucos interesseiros que podem ser qualquer outra coisa, menos Gremista !

Chegou a hora de valorizarmos o verdadeiro torcedor, aqueles que fazem o espetáculo dentro e fora do campo participando das torcidas de forma alegre, empolgante, e principalmente com a alma de um GREMISTA, para que a gente não acabe com os estádios vazios e sem alma !!!




FÁBIO IRIGOITE
ADMINISTRADOR
SÓCIO GREMISTA DESDE 1993, 
COMENTARISTA NO PROGRAMA 2 TOQUES








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sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Preconceito - A bola da vez para a hipocrisia se fartar - E eleições - A única hora que levantamos taças

Coluna do Carlos Josias: Diretor Jurídico do Grêmio 93/98, Conselheiro 94/2010 e Vice-Presidente 2005/07. Josias @cajosias é colunista do Grêmio 100mil. www.facebook.com/cjosias.oliveira







 
PRECONCEITO E HIPOCRISIA - A bola da vez - de novo - é o preconceito e o racismo. E a imprensa se esbalda. Excelente tema para a mídia lavar a alma e botar um bode expiatório no quarto fazer um auê e passar água benta no corpo pedindo perdão de suas omissões e cometimentos - abundam peregrinos e paladinos da justiça em tom intelectual e indignado. Não faz muito o Jornalista (historiador) Peninha chamou o Nordeste de bosta. O que se falou disto por aqui ? Quantos falaram disto nacionalmente ? Ronaldo Fenômeno pouco antes da Copa não disse muito diferente disto do Nordeste. Ele, Ronaldo, esteve em P Alegre na Copa e quantos falaram disto nacionalmente e por aqui e mais, indagaram dele algo quando pisou no RS sobre o fato ? Um Procurador Federal foi condenado por Racismo e o assunto saiu apenas num site jurídico. Ninguém deu uma palavra. O exemplo vem de cima, deixam tudo passar e vão querer que torcedores de futebol tenham comportamento exemplar ? Quando a Ministra levantou aquela bunda mole dela da cadeira para se interessar por um destes temas citados ? Ah, os holofotes. Agora sim, a repercussão tá linda, então há que se dar uma exemplar espanada neste bode.
Gente Hipócrita, Cínica e Mau Caráter .... é o que temos em abundância neste país. Pudesse somar isto ao PIB estaríamos no 1o mundo.
 

ELEIÇÕES - Mas, no futebol (?) há um grande assanhamento no meio tricolor. Aproxima-se a hora do que mais sabemos fazer. Eleições. Raríssima ocasião que se comemora algo.
No futebol o Grêmio segue sem ganhar nada. Mas fora do campo chega a única hora nos últimos anos que algo é festejado no tricolor. Tem de tudo.Tem grupos que se esforçam, se superam, colocam Vice/diretores. Depois  estes saem do grupo, e, findo mandado, desaparecem, mas isto é um detalhe. Importa é colocar lá dentro. Este é o Projeto.
Preocupação de um ilustre amigo que refere que se o torcedor recusar o projeto mais uma vez desiste: minha resposta para ele foi simples. O torcedor não se preocupa com o Projeto ele nem sabe o que é isto, nunca leu o Projeto de ninguém. Ele vota naquele que cria um fato estupendo às vésperas do pleito e que lhe agrade, se isto se somar a um bom resultado, tá pelada a coruja. Em todas as eleições aparece um fato motivador batendo na sua porta. Já houve dezenas destas estratégias, são fortunas que um investidor estará enfiando no clube, um jogador maravilhoso, o surgimento de um personagem histórico e popular na história do clube que aparece para dar seu aval, não faz muito um líder destes ´combativos` anunciou, um dia antes do pleito, uma excursão para Brasília para trazer 60 milhões para o entorno da ARENA. A eleição passou e NENHUMA PALAVRA FOI DADA SOBRE O RESULTADO DA MISSÃO.

Por falar em ARENA já se sabe que esta será o mote para alavancar um pico na reta final, preparem-se, certamente acontecerá um anúncio bombástico.

Não estou nem entrando no mérito sobre a lealdade em algumas atitudes, na política aprendi que este vocábulo foi extirpado, o que realmente me impressiona é como isto convence fácil o torcedor e
como isto
tem dado certo apenas para a vitória do pleito,
e em nada tem contribuído para ganharmos no futebol. Ai é que está. Estes dois últimos anos - ATÉ AQUI - foram piores que a gestão anterior, a de Odone, e que também NÃO GANHOU NADA.

Mas enfim, vamos reservar ´ala` no Barranco. Alguém vai comemorar. Sim, finalmente, chegou a hora que mais gostamos. Comemorar ...eleição. O Grêmio possui agrupamentos especialistas em eleições. Temos carência no futebol, mas em eleições, ah, nisto nossa capacitação é insuperável.

Ah, Senhores é um momento sublime. Finalmente o G vai entrar em campo ... digo, no pátio. Tim Tim com champagne ( a única hora de levantarmos taça ). Tomara que não aja mais um engano.

Abs


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quinta-feira, 28 de agosto de 2014

AS ELEIÇÕES E AS PROMESSAS


Essa semana aqueles que tiverem oportunidade puderam acompanhar o primeiro debate ao vivo transmitido pela televisão, para todo o Brasil, entre os candidatos a Presidente. Foi uma chance que cada candidato teve de apresentar sua plataforma de campanha, suas ideias, e principalmente o nível de comprometimento que ele se propõe junto aos eleitores. No primeiro bloco do programa, a produção da TV preparou uma pergunta igual para todos os candidatos, que deveria ser respondia individualmente por cada um deles. A pergunta era de forma resumida, quais seriam os planos de cada um deles, na hipótese de eleitos, com relação à segurança dos cidadãos, e o sentimento de impunidade que a sociedade clama junto ao governo. TODOS os candidatos tinham uma grande oportunidade de falarem a única coisa que gostaríamos de ouvir : "VAMOS MUDAR AS LEIS PARA SEREM MAIS SEVERAS, E VAMOS ACABAR COM ESSES RITOS INTERMINÁVEIS DOS PROCESSOS NA JUSTIÇA". Mas infelizmente o que ouvimos foi um interminável discurso evasivo de atacar as consequências (mais polícia), em vez de atacar as causas (medidas p/manter na cadeia os bandidos).

Mas o porquê dessa introdução se o nosso negócio aqui é o GRÊMIO ? Pois é, nessa semana também tivemos o lançamento de uma candidatura para a Presidência do clube, onde o discurso foi concentrado em PROMESSAS, e aqui não vou fazer juízo de valor dessas promessas, apenas vou me utilizar desse mote para desenvolver uma linha de raciocínio junto aos meus tricolores leitores.  Há muito tempo que tenho pensado sobre o modo e a maneira que o nosso clube é conduzido politicamente, e confesso que me preocupo quando sabemos que estamos divididos entre quase vinte grupos políticos, sejam eles grandes ou menos expressivos, todos com uma coisa em comum : Todos querem o melhor para o Grêmio ! Mas se todos querem o melhor para o Grêmio, então porque não se unem ??? Tenho uma teoria, e sem nenhuma comprovação científica, por exemplo, na minha opinião o cargo mais desejado por todos aqueles que militam politicamente nos corredores parlamentares do nosso Grêmio é a PRESIDÊNCIA do clube, talvez alguns nem queiram dizer isso abertamente, mas acho isso absolutamente normal, afinal de contas é o cargo máximo da nossa paixão. Mas atualmente para postular a condição de ser o dirigente máximo do clube é preciso dois pressupostos : 1) Ter experiência junto à vida política e administrativa do clube; 2) Ter RENDA própria para não depender de um emprego para se dedicar integralmente ao clube. Eu não me enquadro em nenhuma das duas premissas, seja por falta de conhecimento, seja porque dependo do meu trabalho para me sustentar. Então ai temos duas barreiras de entrada ! A experiência a gente pode até dar um jeito, é só começar a conviver e se aproximar do dia-a-dia do clube, mas a segunda já é uma coisa mais complicado, porque nem todo mundo nasce em berço esplêndido (do ponto de vista de independência financeira), e veja não acho isso nenhum demérito, pelo contrário, apenas acho isso limitador para pessoas que eventualmente teriam capacidade para dirigir o clube, mas não teriam condições de ajudar por falta de capacidade financeira.

Voltamos então às promessas, eu tenho convicção que todos os postulantes ao cargo máximo do Grêmio querem fazer o melhor para o clube, mas cada qual a sua maneira, e é nisso que eu vejo que chegou a hora se sermos ainda mais seletivos na hora de votar. O associado vai ter a grande chance de se manifestar nas próximas eleições para a Presidência do clube e a renovação de 50% do CD do clube baseado principalmente nas promessas que os candidatos vão nos apresentar, pelo menos eu vou adotar este critério. Se me perguntarem qual seria o tema mais importante para eu dedicar o meu voto nas próximas eleições eu diria sem vacilar : Vou escolher o candidato que se comprometesse em apresentar no CD do clube, no seu primeiro dia de mandato, uma proposta para altera o atual regime de gestão do clube, criando uma PRESIDÊNCIA OPERACIONAL do clube, isto é, teríamos um CEO, com a anuência do CD, devidamente remunerado, Gremista, experiente na gestão administrativa, financeira, operacional, tecnológica e de RH, que prestasse contas dos resultados do clube trimestralmente ao CD. Na minha opinião esse critério não só elevaria o nível de profissionalismo na gestão do clube, como liberaria a Presidência do clube para atuar principalmente mais próximo do futebol e nos assuntos políticos do clube, uma vez que essa sugestão de se implantar uma Presidência Operacional remunerada não vai atuar e nem representar politicamente o clube. Alguns mais céticos poderão se antecipar dizendo que isso não vai funcionar porque trata-se de um clube com várias facções políticas, e que o consenso entre esse grupos inviabilizaria essa proposta. Desculpem, falácias a cerca de uma coisa que depende apenas de vontade política dos entes envolvidos, e coragem para INOVAR e modernizar a gestão do nosso clube.
Agora pergunto, quantos candidatos vão ter coragem de fazer promessas absolutamente factíveis e vão cumprir, e faço aqui uma observação, não adianta me dizer que quer voltar a ganhar GRENAL e GAUCHÃO, porque isso é óbvio, o que eu quero saber como esse candidato vai fazer de forma OBJETIVA para que isso aconteça, tanto no cenário político brasileiro, como nas sucessivas direções no Grêmio, o eleitor/associado já esta cansado de promessas e compromissos assumidos não cumpridos. Temos que criar regras claras do alcance do poder dos cargos políticos no clube, e impor uma gestão com responsabilidade, inclusive, como é em qualquer empresa privada, com a devida cobrança material em eventuais prejuízos ao clube decorrente de má gestão, ou gestão fraudulenta. Quantos vão se comprometer em criar uma política de manutenção e VALORIZAÇÃO do nosso quadro social através de ações que priorizem a fidelização desses torcedores ? Quantos vão discutir abertamente a relação com as torcidas organizadas ao invés de usá-las politicamente ?? E por fim, quantos vão impor uma gestão financeira do clube obrigando o presidente a respeitar o orçamento anual do clube, sem gastar de forma irresponsável deixando o "pepino" para a próxima gestão ???
Então amigos tricolores, quantos vocês acham que vão fazer essas promessas nas próximas eleições ???
Eu fico na torcida que pelo menos um faça, ai minhas esperanças voltam a ser uma realidade em minha total falta de descrença com as intuições políticas de uma forma geral em nosso País, e de forma particular no nosso clube !
 

FÁBIO IRIGOITE
ADMINISTRADOR
SÓCIO GREMISTA DESDE 1993, COMENTARISTA NO PROGRAMA 2 TOQUES
 
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quinta-feira, 21 de agosto de 2014

A VOZ NO VESTIÁRIO



Em plena semana que o GFPA vai disputar uma parada duríssima frente ao líder do Brasileirão, recebo a notícia do Conselheiro Airton Ruschel que o CD do clube aprovou a criação do cargo da vice-presidência de futebol de forma oficial, inclusive fazendo parte do CA (Conselho de Administração), com autoridade e voz para administrar o vestiário com o respaldo político e administrativo da direção do clube. Este cargo continuará sendo um cargo de confiança do Presidente do clube, segundo ainda o amigo Airton Ruschel, será indicado pelo mandante maior do GFPA, o que aumenta ainda mais a importância dessa escolha, porque ele será o porta voz do Presidente dentro do vestiário. Não quero aqui me debruçar sobre quem vai ou não vai ser escolhido, muito menos entrar no mérito da escolha, o que importa é que depois de muito tempo vamos ter novamente uma pessoa da confiança da direção do clube para participar do cotidiano do vestiário, podendo inclusive antecipar questões que eventualmente poderão afetar o desempenho do time.

Também estou muito curioso para saber que dimensão dessa autoridade será conferida a esse futuro Vice Presidente no que tange notadamente as questões de gestão de egos dentro do vestiário, isto é, esse Vice terá espaço para discutir com a comissão técnica opinando sobre o comportamento e desempenho do time, dos jogadores, e em especial do rendimento dentro e fora do campo do grupo ? Pois é amigos, ai é que mora a questão central sobre a escolha desse novo Vice, independente de quem for nomeador, o escolhido terá que ser uma pessoa que domine amplamente o comportamento dos jogadores e comissão técnica, porque normalmente um dos maiores conflitos que temos na gestão de liderança se refere à personalidade dos atores envolvidos. Existem lideranças positivas, mas também há lideranças negativas em qualquer ambiente, especialmente em espaços competitivos como é o caso de um vestiário. Apenas para citar um exemplo, todos nós conhecemos o "estilo" do LFScolari, dependendo do lado que estiver a gangorra (momento do time) ele é mais ou menos digamos assim, polido, para não dizer outra coisa, então vejamos, vamos hipoteticamente imaginarmos que amanhã, para o jogo contra o Cruzeiro, esse Vice já tivesse assumido, e por alguma razão abordasse o tema sobre a manutenção no time de Zé Roberto na lateral esquerda e Lucas Coelho no ataque, e que na sua opinião fosse o mais indicado para o time, ao invés do Pará e do Barcos ! Que perfil deveria ter esse Vice para encarar um papo desses com o técnico ? E mais, qual deveria ser o comportamento desse representante da direção do clube tendo uma postura de autoridade transversa às responsabilidades de que é de exclusiva competência do técnico a escalação do time. Aproveitando, para ficar ainda mais esclarecedor, não preconizo que os Cartolas metam o bedelho a ficarem pitaqueando da manhã a noite no vestiário, pelo contrário, apenas defendo que SIM, o clube deve ter alguém permanentemente no vestiário para entender os critérios que movem a comissão técnica para a escalação do time em cada partida, acompanhando desde as questões do DM, passando pelo desempenho do time, chegando até as questões extra campo que podem afetar o resultado do trabalho em campo. Sei que esse comportamento é mais ou menos como andar sob o fio da navalha, mas é necessário e importante, porque somente com alguém credenciado pela direção do clube dentro vestiário como VICE de futebol é que teremos uma noção clara sobre a dinâmica do vestiário.

Num passado não tão distante assim, tivemos exemplos de vices de futebol que foram fundamentais nas conquistas do GFPA, exercendo um papel fundamental na gestão do grupo, e em especial no desempenho político junto ao futebol de uma maneira geral, bem como temos exemplos emblemáticos de pessoas próximas ao futebol com cargos diretivos mas sem o devido respaldo político para enfrentar questões complicadas, como é o caso por exemplo, de debater com "estrelas" no comando do time que se recusam a escutar a direção do clube. No vestiário encontramos jogadores, comissão técnica, DM e outros (todos funcionários do clube) que recebem como funcionários, mas em muitas vezes, se comportam como "donos" do time e quiçá da bola também !!! E é isso, na minha opinião, a principal missão desse Vice, administrar os egos de um negócio que envolve emoção, paixão e muita grana... , e isso tudo tomando corneta nas derrotas, e sendo acompanhado nas vitórias, aliado ainda ao fato da enorme carga de ciúmes que carrega de todos aqueles que gostariam de estar no seu lugar ! O vestiário é o centro nevrálgico do corpo de um time, ele pulsa para viver o hoje e não o amanhã, e ainda não tem tempo de esperar por um futuro incerto e não sabido. A gestão do futebol é como a televisão de antigamente, ao vivo sem chance de errar, porque se errar todo mundo vai saber, então o negócio é antes de entrar no "ar" (botar em campo o time para jogar), é treinar exaustivamente o IMPROVISO !!!

Mas independente da importância da figura que o Vice de futebol tem, uma coisa é certa, qualquer estrutura organizada precisa de comando, assim como em qualquer estrutura séria e orientada a resultados também precisa de experiência e comprometimento em suas áreas chaves como é o caso do futebol num time, sendo assim a decisão do CD do clube em colocar o Vice de futebol também no CA do clube além de chancelar uma opção pela prioridade ao futebol, revela uma preocupação com o órgão mais sensível do clube, o departamento de futebol.

Voz e comando, é isso que um vestiário precisa, além de uma comissão técnica respeitada e admirada, aliado a isso um elenco focado e comprometido, com uma direção séria e responsável, e uma torcida fanática e apaixonado, com esses ingredientes temos um bom pedaço de nossas vitórias construídas, o resto é talento e o fato imponderável. 

Que seja muito bem vindo o novo Vice de futebol, e que venha o mais rápido possível, seja quem, for que seja um baita Líder, que conheça o futebol e mais que aproveite e já leve consigo alguém para ir aprendendo com ele para um dia poder lhe suceder !!!!

FÁBIO IRIGOITE
ADMINISTRADOR
SÓCIO GREMISTAS DESDE 1993
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segunda-feira, 18 de agosto de 2014

A MÍDIA: UM, ENTRE TANTOS, CASO DE PROMOÇÃO DO PROVINCIANISMO

Coluna do Carlos Josias: Diretor Jurídico do Grêmio 93/98, Conselheiro 94/2010 e Vice-Presidente 2005/07. Josias @cajosias é colunista do Grêmio 100mil. www.facebook.com/cjosias.oliveira







Já escrevi exaustivamente que a Grenalização nasceu, cresceu, se formou, e obteve Mestrado e Doutorado pela mídia. Desde a década de 60 que acompanho futebol e tenho testemunhado isto. Desde os tempos da invenção da tal ´gangorra` que ensejava secação furiosa no adversário porque seu afundamento provocaria a nossa emersão. A disputa feroz por audiência originou programações de debates intensos e estocadas provocativas que geram chamadas para o enfrentamento. Isto todos já conhecem e estamos fartos de saber, tanto quanto, à saciedade, nos deparamos com quem aponte para torcida responsabilidade por uma Grenalização que ela não criou.

Pois o caso que conta é prova disto.

Um Gremista extraordinário, de bondoso e humanitário coração, cada vez mais raro no ser humano, reuniu um grupo e com ele fundou uma organização cujo objetivo é conceder desejos a crianças Gremistas, pequenos torcedores do clube em estado de enfermidade, em grande parte deles com doenças graves de pouca esperança de vida, vinculados ao clube que amam. Objetivo seria levar um carinho que pudesse ser recepcionado com grande alegria capaz de revigorar a fé na vida. O grupo tem sido sucesso estupendo de cumprimento da missão. Por ele jogadores e dirigentes ou ex-dirigentes, entre outros torcedores e simpatizantes do clube, servem de voluntários para levarem mimos a meninos e meninas, como camisas do clube, bola e outros ´souvenirs` que lhes deixem os olhos brilhando, o coração palpitante e a alma flertando com a recuperação. Alguns passaram desta vida, outros ficaram, mas o certo que a tarefa deste grupo recebeu recompensa impagável, as crianças explodindo de alegria e contentamento e uma legião de pais, mães e dedicados funcionários dos estabelecimentos hospitalares e afins.

Pois em meio a isto alguns jornalistas voluntários de Gigante do Jornalismo Gaúcho se prestam a servir de voluntários. Tudo como sempre, emoção, alegria, esperança, fé, admiração ... vida.

Promessa, partida dos voluntários: vamos fazer uma matéria no Jornal.

Não que o movimento precise de publicidade porque já recebe mais do que suficiente para o fim que se destina, o sorriso dos pequeninos, e também porque as redes sociais divulgam o trabalho com largo alcance e também que se registre isto precisamente, a divulgação não dá conta de quem promove por trás das fotos e organiza tudo: apenas as ações - e os que dela participam - é que são veiculadas.

O tempo passou e a matéria não saiu. Muito tempo depois um dos organizadores contatou com um jornalista e indagou:

- E ai ? a matéria aquela com as crianças foi publicada ?

Resposta:

- Bah cara, não; houve uma reunião na redação e concluiu-se por não publicar já que lá no Internacional não tem um grupo semelhante ....


Por estas e outras é que me espanta e me revolta quando de cuecas rasgadas alguns sobem em cima da mesa com dedo em riste para lecionar moral e bons costumes.

Provincianismo é isto.

Amadorismo Provinciano.

Grenalização barata e desumana.

Estão fora da casinha.


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quarta-feira, 13 de agosto de 2014

TORCIDAS ORGANIZADAS, DIREÇÕES (des) ORGANIZADAS


Mais uma vez assistimos a episódios lamentáveis com relação a nossa torcida tricolor no Beira-Rio, seja por falta de preparo dos órgãos de segurança responsáveis pela condução deste assunto, seja pela falta de vontade política da direção do clube em resolver este assunto defendendo os interesses dos torcedores, e não querendo se acovardar diante de uns poucos marginais que não representam a nossa torcida, aceitando irresponsavelmente compromissos descabidos, como foi o caso da concentração da torcida do GFPA na zona sul da cidade, mais um pouco iam nos levar para concentrar perto da casa do Pilantra$ que fica praticamente na ponta do Lami.
Apenas para ficar esclarecido : Torcidas são fundamentais num jogo, caso tenham dúvida, bastam assistir qualquer jogo sem torcida na TV, para ver com seus próprios olhos a depressão que é ! Nossa torcida é fanática, apaixonada, e absolutamente comprometida com o sucesso do nosso GFPA. Mas importante destacar que torcidas são compostas fundamentalmente por torcedores que pagam para assistirem os jogos, entre eles muitos associados do clube, que pagam seus próprios deslocamentos, e o mais importante, torcem por amor ao nosso time, apenas esperando por vitórias e títulos. Porém, em algum momento da história do GFPA, começaram a surgir as torcidas organizadas, igualmente maravilhosas, fanáticas e importantes para o clube, assim como em algum momento um verdadeiro GÊNIO dentro do GFPA achou que o clube deveria PATROCINAR a paixão e o amor do torcedor pelo clube, e me antecipo distinguindo PATROCÍNIO de APOIO, enquanto o primeiro visa uma relação monetarista de troca de interesse, o segundo visa uma parceria focada num mesmo ideal, isto é, TORCER pelo clube. Se precisamos pagar por uma banda de tamborins e caxetas, então que se contrate uma escola de samba, pelo menos seria mais profissional, porque gritar, agitar, cantar, isso toda a torcida do GFPA faz, independente do lugar que senta no estádio. Então porque o clube prefere PATROCINAR em vez de APOIAR as torcidas organizadas ??? Bem , aí entra outra questão que nós reles sócios e torcedores ainda não tivemos alcance de entender ! Por exemplo, será que estas mesmas torcidas organizadas, hoje inclusive com alguns dos seus integrantes fazendo parte do nosso CD, teriam o mesmo desprendimento se recebesse apenas apoio para receber bandeiras, camisetas, adesivos do clube ?? Ou será que valeria a máxima da maior economia do mundo : NO MONEY, NO BUSSINES !
Nesta semana tivemos uma emblemática discussão na reunião do CD, entre um membro da direção do clube, e um conselheiro integrante da uma das torcidas organizadas, que por muito pouco não chegaram às vias de fato, inclusive com gravíssima ameaça a vida de um para com o outro, e isso dentro do mais relevante local da vida legislativa do clube, e sem nenhum tipo de constrangimento.  Não posso entrar no mérito de quem tinha razão, ou se ambos colaboraram para esse final desastroso, mas o que não sai da minha cabeça (pelo menos não tenho notícias), porque será que o ameaçado não fez imediatamente um BO sobre a ameaça recebida do agressor ???  Muito estranho, porque eu duvido que qualquer pessoa ameaçada de morte prefere ficar quieta a procurar a justa precaução junto ao órgão policial num primeiro momento, e a devida reparação moral e financeira no âmbito jurídico, num segundo momento ??? 
Tudo isso corroborado por uma total falta de organização de uma direção que prefere agir com truculência e falta de sensibilidade aos problemas da relação do clube com suas torcidas organizadas, e em especial pela manutenção de velhos e ultrapassados conceitos de gestão de crise, optando por manter a pessoalizarão das decisões do que a busca da modernização do diálogo. Não acredito que o clube tenha esse comportamento por ideologia, ou porque acha que o formato atual de relação com as torcidas organizadas atende os seus interesses, creio que seja muito mais por (des)ORGANIZAÇÃO da direção do que por qualquer outro motivo. Aliás, essa questão das torcidas, brigas no CD, e tantas outras rusgas internas na administração do clube, são apenas uma ponta deste iceberg, que quando começar a derreter vai fazer muito mais estrago em nosso clube, a começar com a saúde financeira e econômica do nosso caixa e balanços contábeis. Talvez alguns dirigentes fingem que não sabem que dinheiro não dá em árvore, muito menos cai do céu após uma reza forte, mas duvido que eles ajam assim em suas economias pessoais ou profissionais, os dirigentes dos clubes de futebol, de maneira geral, só agem assim, porque eles têm a ABSOLUTA CERTEZA que nada vai acontecer numa eventual gestão temerária de nossos cofres, comportamento este mais conhecido como IMPUNIDADE !
Nesse momento algumas vozes já se levantam defendendo jogos com torcida única, o que na verdade aqui no RS já é, uma vez que o único jogo aqui de duas torcidas rivais no Brasileirão é o GRENAL, e mais uma vez preferimos punir a MAIORIA a fazer valer o peso da lei, uma vez que as leis neste País foram feitas para não serem cumpridas, e poderíamos discorrer verdadeiras enciclopédias de tantos que são os exemplos, notadamente dos políticos e seus aliados, mas tenho certeza ser desnecessário tal é o conhecimento de todos sobre este assunto.  Outra questão, como será conduzida esta questão de isonomia de tratamento do torcedor, perante o código civil, o estatuto do torcedor, e demais implicações de ordem civil nesta proibição de não permitir o acesso da torcida adversária no estádio, considerando que é um evento público, de acesso geral e universal ??? Por exemplo, apenas para ilustrar do que estamos nos referindo : um torcedor Gremista vai ao BR sem se identificar (isto é, sem o nosso tradicional manto), chega dentro do estádio e começa a torcer pelo Grêmio ! E ai, o que acontece ??? Então, gênios da ideia, me respondam, o que vocês espertamente farão ? Talvez o uso do recurso público (BOE), num ambiente privado (BR), para tentar corrigir mais uma de tantas atrapalhadas que estão acostumados a fazer !! Ou vão aprimorar ainda mais a ideia, e irão autorizar o jogo SEM TORCIDA.  PORQUE NÃO VÃO PODER OFERECER O MESMO TRATAMENTO PARAS AMBAS AS TORCIDAS ???
Pois é pessoal, enquanto tivermos que conviver com essa desorganização generalizada em nosso País, seja no âmbito político, judiciário, ou mesmo administrativo, como é o caso em tela, ou seremos coniventes e resignados, ou vamos aos rebelando através dos meios disponíveis, incluindo o VOTO em seus representantes no clube, para promovermos às mudanças que farão a grande diferença na hora das grandes decisões.

FÁBIO IRIGOITE
ADMINISTRADOR
SÓCIO GREMISTAS DESDE 1993
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